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	<title>Leitor crônico</title>
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	<description>livros, contos e poesias</description>
	<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 14:08:05 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>
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		<title>Sá de Miranda - Soneto</title>
		<link>http://livros.kabunzo.com/blog/2008/04/18/sa-de-miranda-soneto/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 14:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos V.</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<category><![CDATA[poema]]></category>

		<category><![CDATA[Sa de Miranda]]></category>

		<category><![CDATA[soneto]]></category>

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		<description><![CDATA[Poeta do classicismo pouco lembrado no Brasil.
O sol é grande, caem coa calma as aves,
Do tempo em tal sazão que sói ser fria:
Esta água, que d&#8217;alto cai, acordar-me-ia,
Do sono não, mas de cuidados graves.
Ó coisas todas vãs, todas mudaves,
Qual é o coração que em vós confia?
Passando um dia vai, passa outro dia,
Incertos todos mais que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poeta do classicismo pouco lembrado no Brasil.</p>
<p>O sol é grande, caem coa calma as aves,<br />
Do tempo em tal sazão que sói ser fria:<br />
Esta água, que d&#8217;alto cai, acordar-me-ia,<br />
Do sono não, mas de cuidados graves.</p>
<p>Ó coisas todas vãs, todas mudaves,<br />
Qual é o coração que em vós confia?<br />
Passando um dia vai, passa outro dia,<br />
Incertos todos mais que ao vento as naves!</p>
<p>Eu vi já por aqui sombras e flores,<br />
Vi águas, e vi fontes, vi verdura;<br />
As aves vi cantar todas d&#8217;amores.</p>
<p>Mudo e seco é já tudo; e de mistura,<br />
Também fazendo-me eu fui doutras cores;<br />
E tudo o mais renova, isto é sem cura.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Manuel Bandeira - Poética</title>
		<link>http://livros.kabunzo.com/blog/2008/04/16/manuel-bandeira-poetica/</link>
		<comments>http://livros.kabunzo.com/blog/2008/04/16/manuel-bandeira-poetica/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 02:20:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos V.</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[autores brasileiros]]></category>

		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<category><![CDATA[manuel bandeira]]></category>

		<category><![CDATA[poema]]></category>

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		<description><![CDATA[ Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o
cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de excepção
Todos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Estou farto do lirismo comedido<br />
Do lirismo bem comportado<br />
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente<br />
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.<br />
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o<br />
cunho vernáculo de um vocábulo.<br />
Abaixo os puristas</p>
<p>Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais<br />
Todas as construções sobretudo as sintaxes de excepção<br />
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis</p>
<p>Estou farto do lirismo namorador<br />
Político<br />
Raquítico<br />
Sifilítico<br />
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora<br />
de si mesmo<br />
De resto não é lirismo<br />
Será contabilidade tabela de co-senos secretário<br />
do amante exemplar com cem modelos de cartas<br />
e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.</p>
<p>Quero antes o lirismo dos loucos<br />
O lirismo dos bêbados<br />
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos<br />
O lirismo dos clowns de Shakespeare</p>
<p>- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Sun Tzu - A arte da guerra</title>
		<link>http://livros.kabunzo.com/blog/2008/02/19/sun-tzu-a-arte-da-guerra/</link>
		<comments>http://livros.kabunzo.com/blog/2008/02/19/sun-tzu-a-arte-da-guerra/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 14:07:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos V.</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[livro]]></category>

		<category><![CDATA[guerra]]></category>

		<category><![CDATA[Sun Tzu]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos livros mais famosos de todos os tempos, A Arte da Guerra de Sun Tzu. Está disponível agora aqui no blog, em sua versão integral.
Creio que poucas obras não-religiosas foram tão utilizadas como referência quanto esta. Ainda que o general chinês nunca teve outra intenção senão escrever sobre a preparação para uma guerra, suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos livros mais famosos de todos os tempos, A Arte da Guerra de Sun Tzu. Está disponível agora aqui no blog, em sua versão integral.<br />
Creio que poucas obras não-religiosas foram tão utilizadas como referência quanto esta. Ainda que o general chinês nunca teve outra intenção senão escrever sobre a preparação para uma guerra, suas observações foram adotadas por 9 entre 10 gurus dos negócios e  gestão de empreendimentos.</p>
<p>Independente de qualquer coisa, esse livro certamente entra na minha lista das 100 obras que não devemos deixar de ler.</p>
<p><a href="http://livros.kabunzo.com/blog/classicos/sun-tzu-a-arte-da-guerra/" title="Sun Tzu - A arte da guerra">Sun Tzu - A arte da guerra</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Shakespeare - Poema de amor e amizade</title>
		<link>http://livros.kabunzo.com/blog/2008/02/19/shakespeare-poema-de-amor-e-amizade/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 03:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos V.</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<category><![CDATA[Shakespeare]]></category>

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		<description><![CDATA[Perguntei a um sábio ,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade&#8230;
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas ,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Perguntei a um sábio ,<br />
a diferença que havia<br />
entre amor e amizade,<br />
ele me disse essa verdade&#8230;<br />
O Amor é mais sensível,<br />
a Amizade mais segura.<br />
O Amor nos dá asas ,<br />
a Amizade o chão.<br />
No Amor há mais carinho,<br />
na Amizade compreensão.<br />
O Amor é plantado<br />
e com carinho cultivado,<br />
a Amizade vem faceira,<br />
e com troca de alegria e tristeza,<br />
torna-se uma grande e querida<br />
companheira.<br />
Mas quando o Amor é sincero<br />
ele vem com um grande amigo,<br />
e quando a Amizade é concreta,<br />
ela é cheia de amor e carinho.<br />
Quando se tem um amigo<br />
ou uma grande paixão,<br />
ambos sentimentos coexistem<br />
dentro do seu coração.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ano Machado de Assis</title>
		<link>http://livros.kabunzo.com/blog/2008/01/22/ano-machado-de-assis/</link>
		<comments>http://livros.kabunzo.com/blog/2008/01/22/ano-machado-de-assis/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Jan 2008 11:51:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos V.</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[autores brasileiros]]></category>

		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<category><![CDATA[machado de assis]]></category>

		<category><![CDATA[poema]]></category>

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		<description><![CDATA[No final de 2007 foi publicada no diário oficial uma lei que transformou 2008 no &#8220;Ano Nacional Machado de Assis&#8221;. A canetada em si não produz efeito algum, mas as editoras começam a fazer sua parte. Serão vários os relançamentos, há até compilações inéditas.
Claro que Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No final de 2007 foi publicada no diário oficial uma lei que transformou 2008 no &#8220;Ano Nacional Machado de Assis&#8221;. A canetada em si não produz efeito algum, mas as editoras começam a fazer sua parte. Serão vários os relançamentos, há até compilações inéditas.</p>
<p>Claro que <em>Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba</em> e <em>Dom Casmurro</em> estão nos pacotes, mas quem quiser conhecer a parte menos divulgada do universo Machadiano pode se deliciar com <em>Histórias da meia-noite</em>, uma compilação de contos, e <em>Toda a Poesia de Machado de Assis</em>, que traz centenas de poemos publicados em jornais e revistas ao longo da sua vida.</p>
<p>Abaixo um poema de Machado, certamente não é o melhor da sua carreira mas deixa claro a facilidade com que escrevia.</p>
<p>Bons Amigos - <em>Machado de Assis</em><br />
Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.<br />
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.<br />
Amigo a gente sente! Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.<br />
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.<br />
Amigo a gente entende!</p>
<p>Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.<br />
Porque amigo sofre e chora.<br />
Amigo não tem hora pra consolar!</p>
<p>Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.<br />
Porque amigo é a direção.<br />
Amigo é a base quando falta o chão!</p>
<p>Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.<br />
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.<br />
Ter amigos é a melhor cumplicidade!</p>
<p>Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,<br />
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>D. Marluce</title>
		<link>http://livros.kabunzo.com/blog/2008/01/21/d-marluce/</link>
		<comments>http://livros.kabunzo.com/blog/2008/01/21/d-marluce/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Jan 2008 18:37:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos V.</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Heloisa abriu tópico sobre blogs literários, ou com estilo literário, na lista da blogosfera. Enquanto leio as respostas encontro pequenas delícias, entre elas esse texto chamado &#8220;vil metal&#8221; no glayson.blogspot.com. Muito bom.
Agradeço à Heloisa.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Heloisa abriu tópico sobre blogs literários, ou com estilo literário, na lista da blogosfera. Enquanto leio as respostas encontro pequenas delícias, entre elas esse texto chamado &#8220;<a href="http://glayson.blogspot.com/2006/08/vil-metal.html" title="Glayson - Vil metal" target="_blank">vil metal</a>&#8221; no <a href="http://glayson.blogspot.com" title="Blog do Glayson">glayson.blogspot.com</a>. Muito bom.</p>
<p>Agradeço à Heloisa.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>José Olympio relança obras &#8220;esquecidas&#8221;</title>
		<link>http://livros.kabunzo.com/blog/2008/01/14/jose-olympio-relanca-obras-esquecidas/</link>
		<comments>http://livros.kabunzo.com/blog/2008/01/14/jose-olympio-relanca-obras-esquecidas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Jan 2008 16:56:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos V.</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[livro]]></category>

		<category><![CDATA[classicos]]></category>

		<category><![CDATA[jose olympio]]></category>

		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[A José Olympio, uma das mais tradicionais editoras brasileiras, hoje pertencente ao grupo Record, começou a lançar obras importantes há muito fora de catálogo. Eis alguns dos títulos já lançados:

&#8220;O Coronel e o Lobisomem, de José Cândido de Carvalho.
&#8220;Bartleby, o escrivão&#8221; de Herman Melville (autor de Moby Dick)
&#8220;O mundo do sexo&#8221;, de Henry Miller
&#8220;Caminhando&#8221;, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A José Olympio, uma das mais tradicionais editoras brasileiras, hoje pertencente ao grupo Record, começou a lançar obras importantes há muito fora de catálogo. Eis alguns dos títulos já lançados:</p>
<ul>
<li>&#8220;O Coronel e o Lobisomem, de José Cândido de Carvalho.</li>
<li>&#8220;Bartleby, o escrivão&#8221; de Herman Melville (autor de Moby Dick)</li>
<li>&#8220;O mundo do sexo&#8221;, de Henry Miller</li>
<li>&#8220;Caminhando&#8221;, de Henry David Thoureau</li>
</ul>
<p>Algumas dessas obras fazem parte da coleção sabor literário, que lança obras menos conhecidas de autores consagrados. Enfim, vale a pena conferir, eu já fiz uma lista de uns 10 que pretendo ler. Os preços das obras vão de R$ 19,00 a R$ 39,00, pelo menos das que já encontrei nas livrarias.</p>
<p>Conforme for lendo colocarei minhas impressões aqui.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A irônica de Camilo Castelo Branco</title>
		<link>http://livros.kabunzo.com/blog/2008/01/11/a-ironica-de-camilo-castelo-branco/</link>
		<comments>http://livros.kabunzo.com/blog/2008/01/11/a-ironica-de-camilo-castelo-branco/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Jan 2008 17:22:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos V.</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[trechos]]></category>

		<category><![CDATA[amor de perdicao]]></category>

		<category><![CDATA[camilo castelo branco]]></category>

		<category><![CDATA[romantismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Camilo Castelo Branco é tido como o primeiro escritor profissional da língua portuguesa, vivia exclusivamente do que produzia. Talvez por buscar a originalidade e ter que produzir muito  vivia às turras com políticos. Chegou mesmo a apanhar de capangas de um governador. Deliciosa mesmo é sua irônia na dedicatória de &#8220;amor de perdição&#8221;.

AO
ILMO. E EXMO. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Camilo Castelo Branco é tido como o primeiro escritor profissional da língua portuguesa, vivia exclusivamente do que produzia. Talvez por buscar a originalidade e ter que produzir muito  vivia às turras com políticos. Chegou mesmo a apanhar de capangas de um governador. Deliciosa mesmo é sua irônia na dedicatória de &#8220;amor de perdição&#8221;.</p>
<blockquote>
<p align="justify">AO<br />
ILMO. E EXMO. SR.</p>
<p align="center"><em>ANTÔNIO MARIA DE FONTES PEREIRA DE MELO</em></p>
<p align="right">DEDICA<br />
O AUTOR</p>
<p align="right">Ilmo. e Exmo. Sr<em>.</em></p>
<p align="justify"> Há de pensar muita gente que V. Exa. não dá valor algum a este livro, que a minha gratidão lhe dedica. porque muita gente está persuadida que ministros do Estado não lêem novelas. É um colega de V. Exa. discorrer no parlamento acerca de caminhos de ferro - Com tanto engenho o fazia, de tantas flores matizara aquela matéria. que me deleitou ouvi-lo. Na noite desse dia, encontrei o colega de V. Exa. a ler &#8220;Fanny&#8221;, aquela &#8220;Fanny&#8221; que sabia tanto de caminhos de ferro como eu.</p>
<p align="justify">Que V. Exa. tem romances na sua biblioteca, é convicção minha. Que lá tem alguns, que não leu, porque o tempo lhe falece e outros porque não merecem tempo, também o creio. Dê V. Exa., no lote dos segundos, um lugar a este livro. e <em>terá assim V. Exa. significado que o recebe e aprecia, por levar em si o nome do mais agradecido e respeitador criado de V. Exa..</em></p>
<p><em>Na cadeia da Relação do Porto,<br />
aos 24 de setembro de 1861.</em></p></blockquote>
<p>Se passou desapercebido a alguém, note que escreveu da cadeia. Abaixo, algumas fotos das edificações.</p>
<p><img src="http://livros.kabunzo.com/blog/wp-content/cadeia_porto.jpg" alt="cadeia_porto.jpg" /> <img src="http://livros.kabunzo.com/blog/wp-content/cadeia_01txt.jpg" alt="cadeia_01txt.jpg" /><img src="http://livros.kabunzo.com/blog/wp-content/cadeia_02txt.jpg" alt="cadeia_02txt.jpg" /></p>
<blockquote></blockquote>
<blockquote></blockquote>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://livros.kabunzo.com/blog/2008/01/11/a-ironica-de-camilo-castelo-branco/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>30 dicas para escrever bem</title>
		<link>http://livros.kabunzo.com/blog/2008/01/08/30-dicas-para-escrever-bem/</link>
		<comments>http://livros.kabunzo.com/blog/2008/01/08/30-dicas-para-escrever-bem/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 02:38:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos V.</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[estilo]]></category>

		<category><![CDATA[dicas]]></category>

		<category><![CDATA[escrita]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse é um daqueles emails enviados por um amigo, que recebeu de um parente, que pegou de um colega que desconhece a origem.  Quero dizer que não sei quem é o autor. Divirta-se.

Vc. deve evitar ao máx. abrev., etc.
Desnecessário faz-se empregar estilo demasiadamente rebuscado na escrita, segundo conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse é um daqueles emails enviados por um amigo, que recebeu de um parente, que pegou de um colega que desconhece a origem.  Quero dizer que não sei quem é o autor. Divirta-se.</p>
<ol>
<li>Vc. deve evitar ao máx. abrev., etc.</li>
<li>Desnecessário faz-se empregar estilo demasiadamente rebuscado na escrita, segundo conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisistico redundante.</li>
<li>Pleonasmos são desnecessários. Vou sonhar um sonho e subir para cima do meu ideal para que todos falem um dia sem usar nenhum pleonasmo.</li>
<li>&#8220;Não esqueça das maiúsculas&#8221;, como já dizia dona loreta, minha professora lá do colégio rosário, na independência.</li>
<li>Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.</li>
<li>O uso de parênteses (mesmo quando relevante) é desnecessário.</li>
<li>Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.</li>
<li>Chute o balde no emprega da gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?</li>
<li>Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda. Parece coisa de veado.</li>
<li>Nunca generalize: generaliza, em todas as situações, sempre é um erro.</li>
<li>Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra faz com que ela, a palavra repetida, desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.</li>
<li>Não abuse das citações. Como costumava dizer meu amigo: &#8220;Quem cita os outros, não tem idéias próprias&#8221;.</li>
<li>Frases incompletas podem causar um&#8230;</li>
<li>Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia indefinidamente.</li>
<li>Seja mais ou menos específico, ou muito antes pelo contrário.</li>
<li>Frases com apenas uma palavra? Nunca.</li>
<li>A voz passiva deve ser evitada.</li>
<li>User a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente a esta última deve ser  corretamente empregada ou será que ninguém a não ser eu sabe empregar corretamente o ponto de interrogação.</li>
<li>Eu um cara inteligente sei que o aposto fica entre vírgulas.</li>
<li>Conforme recomenda a AGOP, nunca use siglas desconhecidas.</li>
<li>Exagerar é cem bilhões de vezes pior que a moderação.</li>
<li>Evite mesóclises. Repita comigo. &#8220;Mesóclises? Evita-las-ei!&#8221;</li>
<li>Analogias, na escrita, são tão inúteis quanto chifres em cabeça de cavalo.</li>
<li>Não abuse das exclamações! Nunca! Nunca! Seu texto fica horrível! Horrível!</li>
<li>Cuidado com a hortografia, para não estrupar a lingüa portuguêza.</li>
<li>Seja incisivo e coerente, ou não.</li>
<li>Não fique escrevendo no gerúndio. Você vai deixando seu pobre texto causando ambigüidade, ficando com a sensação de que as coisas estão acontecendo.</li>
<li>Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia contida nelas, e, conseqüentemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre tornar o seu conteúdo acessível, forçando a torná-las incompreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases curtas.</li>
<li>Evite uso cacófato. Veja que lindo poema como prova de que há saída para uma bela rima: &#8220;Nunca houve tão bela, quando abriu a boca dela&#8221;.</li>
<li>Mas bá! Outra barabaridade que tu também deves evita, é usar muitas expressões que denunciem a região onde vives, tchê!</li>
</ol>
]]></content:encoded>
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		<title>O gato comeu</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jan 2008 12:21:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos V.</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[paralendas]]></category>

		<category><![CDATA[crianças]]></category>

		<category><![CDATA[infantil]]></category>

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		<description><![CDATA[além dos trava-línguas, vou começar uma série de paralendas, aqueles versinhos das brincadeiras de crianças. &#8220;O gato comeu&#8221; deve ser um dos mais conhecidos e um bom ponto de partida.
Cadê o toucinho que estava aqui?
O rato comeu.
Cadê o rato?
O gato comeu.
Cadê o gato?
Foi para o mato!
Cadê o mato?
O fogo apagou.
Cadê o fogo?
A água secou.
Cadê a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>além dos <a href="http://livros.kabunzo.com/blog/tag/trava-lingua/" title="trava-línguas">trava-línguas</a>, vou começar uma série de paralendas, aqueles versinhos das brincadeiras de crianças. &#8220;O gato comeu&#8221; deve ser um dos mais conhecidos e um bom ponto de partida.</p>
<p>Cadê o toucinho que estava aqui?<br />
O rato comeu.<br />
Cadê o rato?<br />
O gato comeu.<br />
Cadê o gato?<br />
Foi para o mato!<br />
Cadê o mato?<br />
O fogo apagou.<br />
Cadê o fogo?<br />
A água secou.<br />
Cadê a água?<br />
O boi bebeu!<br />
Cadê o boi?<br />
Esta moendo o trigo.<br />
Cadê o trigo?<br />
O padre comeu.<br />
Cadê o padre?<br />
Esta rezando a missa.<br />
Cadê a missa?<br />
A missa acabou!</p>
]]></content:encoded>
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